Seleção18 de setembro de 20265 min de leitura

O que faz um jogo de navegador estar pronto para o celular

A lista de verificação que usamos antes de recomendar qualquer jogo HTML5 neste site.

Celular com Zeus e titãs na tela e um toque de dedo

Muito jogo de navegador roda no celular. Pouco jogo de navegador foi pensado para o celular. A diferença aparece nos primeiros trinta segundos, e é nela que prestamos atenção antes de indicar qualquer título.

Abre e joga

O jogo precisa chegar na primeira ação em poucos segundos, mesmo em rede móvel. Tela de cadastro obrigatório, vídeo antes do menu e download de dezenas de megabytes eliminam o candidato. Quem está no navegador escolheu não instalar nada, e o jogo deve respeitar essa escolha.

Controle feito para toque

Toque, deslize e toque longo. Se o jogo depende de um direcional virtual desenhado em cima da tela, quase sempre ele foi pensado para teclado. Os melhores usam o gesto como a própria mecânica: no 2048 o deslize é a jogada, não um substituto para a seta do teclado.

Alvos grandes

Um botão que funciona com o mouse pode ser impossível de acertar com o dedo. Procuramos áreas de toque generosas e, de preferência, na metade de baixo da tela, onde o polegar alcança sem esforço.

Sessões curtas, progresso salvo

O celular é interrompido o tempo todo. Um bom jogo de navegador pausa sozinho quando a aba perde o foco e guarda o progresso no próprio aparelho. Voltar e encontrar tudo zerado é o jeito mais rápido de perder um jogador.

Leitura sem esforço

Texto pequeno, contraste baixo e informação importante escondida no canto são problemas comuns em jogos portados do desktop. Em tela de seis polegadas, o estado da partida precisa ser legível de relance.

Propaganda que não atrapalha

Anúncio entre partidas é aceitável. Anúncio que cobre o botão de jogar, ou que aparece no meio de uma fase, não é. Nas nossas seleções, avisamos quando a publicidade pesa na experiência.

Como aplicamos isso em casa

O OLYMPUS: 300 foi construído seguindo esta mesma lista. Os detalhes técnicos estão no artigo Como fizemos OLYMPUS: 300 sem Canvas.