Análise26 de setembro de 20264 min de leitura

Seis lados, um reflexo: o arcade do hexágono

Um arcade de código aberto que pega a ideia de encaixar blocos e dobra em volta de um hexágono.

Hexágono central cercado por blocos coloridos

O Hextris cabe em uma frase: blocos coloridos caem em direção a um hexágono central, e você gira o hexágono para decidir em qual lado cada bloco vai pousar. Três ou mais blocos da mesma cor em contato somem. Se uma pilha passar do limite, acabou.

A mecânica

No celular, tocar no lado esquerdo da tela gira a peça para um lado e tocar no direito gira para o outro. É só isso. Não existe botão de acelerar, de guardar peça ou de desfazer. Toda a profundidade vem de uma única pergunta, repetida cada vez mais rápido: qual dos seis lados eu ofereço agora?

O truque do design é que os blocos chegam por todos os lados ao mesmo tempo. Em um jogo de blocos tradicional você administra uma coluna por vez. Aqui, ao girar para salvar um lado, você automaticamente muda o destino dos outros cinco blocos que estão no ar.

O ritmo

As primeiras dezenas de segundos são tranquilas. Depois a velocidade sobe em degraus, e o jogo vira um exercício de reação. É comum a partida terminar em menos de dois minutos, o que combina com o celular: perder custa pouco, e recomeçar é instantâneo.

As combinações em cadeia dão o melhor momento do jogo. Quando um grupo some, os blocos de cima descem, e podem formar um novo grupo sem que você faça nada. Montar isso de propósito, sob pressão, é o que separa uma pontuação mediana de uma boa.

No celular

O jogo carrega rápido e ocupa a tela inteira sem distrações. Como o controle usa as duas metades da tela, ele funciona melhor com os dois polegares do que com uma mão só. Em telas muito pequenas os blocos externos ficam estreitos, mas as cores são distintas o bastante para não confundir.

Veredito: um arcade de reflexo quase perfeito para partidas de um minuto. Falta variedade a longo prazo, mas a ideia central é tão limpa que isso pouco importa.